sexta-feira, 15 de maio de 2015

Resenha: Trilogia Divergente por Gabi


google images



Não posso negar meu interesse por distopias pelo simples fato que me leva a outro mundo e eu me sinto parte da estória. Com a trilogia Divergente não foi diferente, apesar de algumas coisas terem me deixado extremamente chateada.


Divergente se passa em Chicago 100 anos pós uma terceira guerra mundial que devastou o país. A estória é narrada por Beatrice (Tris) que aos 16 anos tem uma escolha em mãos: A escolha da sua facção. Chicago foi dividida em 5 facção para que haja harmonia entre as pessoas que a habitam, Beatrice pertence à Abnegação que são os altruístas, rejeitam o egoísmo colocando o interesse do próximo antes do próprio, motivo pelo qual ficam no cargo de governadores. Audácia é basicamente uma base militar voltada para a proteção da cidade e vigilância da cerca que fica ao redor da mesma. Franqueza não admite nada além da verdade, eles são responsáveis por julgamentos, são os advogados e juízes. Amizade é a facção da harmonia e ordem, são basicamente responsáveis pela agricultura e vivem distantes da cidade por morarem em fazendas. Finalmente mas não menos importante temos a Erudição, facção do conhecimento lógico e científico, medicos e cientistas pertencem à esta facção. Comandada por Jeanine Matthews, a antagonista proposta, é a facção que causa discórdias. Divergente basicamente se resume na escolha de Beatrice e como ela se desenvolverá durante a transição, pois seu maior receio era realmente pertencer à Abnegação. É o primeiro contato que temos com o mundo em que ela se descobre e o amadurecimento da mesma. 
Insurgente é o meu livro preferido da trilogia, além de Tris estar bem mais madura, ela está em uma fase de não se abater pelas batalhas que já enfrentou e pessoas que a mesma perdeu. O romance embutido na trilogia fica bem mais destacado nesse livro, pois o "mocinho", Quatro, passa a ter mais voz e se impor mais nas decisões que precisam ser feitas. Esse livro se passa em sua maior parte na Amizade, onde conhecemos seus líderes. Outra comunidade apresentada é a dos Sem-Facçao, aqueles que não se encaixam em nenhuma das facções apresentadas, são praticamente mendigos. As únicas coisas que me irritaram bastante foram diálogos hiper extensos, que não adicionaram nada à estória. Porém é o livro que definitivamente faz você entender a grande sacada e crítica à sociedade. 
Convergente foi o que me fez não dar nota máxima à essa trilogia, ao invés da autora fazer uma continuação onde eles ao descobrirem a peça final, buscarem uma saída, ela inverteu o sentido do livro de a garota comum com apoio de amigos se descobrir e driblar o que era imposto pelas facções, Veronica Roth tentou colocar Tris como a heroína e desencadeou muitos problemas para o final da trilogia. A estória de Quatro ficou sem nexo, pois temos a narração do mesmo em Corvegente e nossa, nunca imaginei que ele poderia ser tão chato. Ele acaba agindo de forma bem problemática e prejudica o enredo de Tris, enfim, ficou uma confusão e no final, a estória perdeu o sentido. As últimas páginas me deram uma vontade imensa de queimar meu livro. Enfim, a trilogia em si é muito boa, a estória poderia ser bem mais aproveitada. A sacada do livro é bem interessante, porque afinal, é um assunto atual... Onde você se encaixa? Eu preciso mudar para ser aceita? Isso em um mundo 100 anos pós última guerra.


"What makes you different, makes you dangerous" (Insurgent)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

 

Template by BloggerCandy.com | Header Image by Freepik